Eco Moda – Exemplo de quem sabe fazer…

E quem ainda associa a Eco Moda à algo sem estilo, sem design, de qualidade duvidosa ou pouco “fashion”, é porque não conhece o trabalho de  John Patrick, criador da ORGANIC , definida por ele assim:  “É uma linha de roupas que nasceu de uma valorização e respeito pela natureza, uma preocupação com o mundo em que vivemos e um desejo de retribuir à comunidade“.

Curti demais as peças da Organic, a fotografia das coleções, a qualidade aplicada em tudo! Fica a inspiração para todos nós…

Para quem quiser acompanhar mais informações sobre a Organic e ver suas peças em vários editoriais de moda, basta  curtir aqui no Facebook da marca.

Por Lu Jordão

Anúncios

Por nossos passos …

Quanto tempo! Temos “caminhado por novos caminhos”, mudança de rumo mas sempre com o mesmo foco: um mundo melhor para nós a para nossas filhas!

Vocês já viram nosso cantinho aqui no Blog chamado BlackBarry ? Isso mesmo! Um olhar pro cotidiano capturado somente com fotos de celular… Fazia tempo que não postávamos nada por lá (nem por aqui… Vamos voltando aos poucos!) mas, acabamos de perceber quantas fotos de pés e sapatos temos no celular.

Refletindo sobre isso, entendemos e traduzimos as imagens nesse texto singelo… Fotografamos os pés em momentos especiais de nossa vida, nossa trajetória… E acabamos contando nossa história simplesmente por nossos passos…

Sapatos altos, baixos, abertos, fechados… Não importa! Passos firmes, sempre.

Pés descalços ou calçados, de pai, mãe e filhas.

A grande caminhada!

Nossa jornada, nosso rastro, nossas histórias, nossa vida – derrotas e vitórias, erros e acertos!

O primeiro passo, o passo tranquilo, o passo apertado.

O passo decisivo, imperativo!

O pior passo é aquele que não demos… Nos arrependemos do que não foi feito.

Uma vida bem vivida se constrói com uma caminhada firme, sem medo de errar,

Sem medo de se lançar, de conquistar!

E se um dia parar, que seja para refletir, respirar… A quietude deve estar dentro de nós.

Passos, pés e sapatos, contam muito de nossa história,  registram lembranças.

Sapatos podem até ser fúteis porém, se bem contadas suas histórias, suas andanças,

Tornam-se úteis, inspiradores, encantadores!

Sapatos grandes nos pés pequenos, a grande descoberta das Meninas!

Pés que foram pequeninos, dependentes, que cabiam na palma de nossas mãos… Hoje são maduros, decididos, traçando seus próprios caminhos nos arrebatam para novos desafios – o de viver e deixar viver!

Pés que envelheceram, que se cansaram, e que já não fazem mais grandes caminhadas.

Estes mesmos, o pés experientes que orientam os mais novos em novas jornadas… Os pés mais velhos podem parar, gozar, cantarolar e se orgulhar da grande jornada exercida. Estes merecem boa vida!

Pés de pai, mãe e filhas… Juntos, sempre juntos!

E os passos, os pés e os sapatos vão deixando o rastro de nossas vidas.

Que seja um rasto lindo, bem vivido. Medos, dores, dúvidas (sim!) mas com acertos, aventuras, conquistas e muitos laços de amor e afeto.

 

Férias, dias de dedicação total às crianças, brincar de pique, pega-pega, correr, rolar… Igualar-se a elas em alegria e ingenuidade. Voltar a ser criança.  Dar um tempo para chatura e caretice adulta!

Dias de festas, casamentos, momento de encontrar amigos e família que nem sempre temos a oportunidade de estar juntos… 

Flats, em dias de folga do trabalho, quando descemos dos saltos altos e flutuamos…

Aula de teatro… Vemos nossa menina crescer, amadurecer e viver alegremente a magia da arte!

Pés livres no final de festa, nas caminhadas a beira mar após um dia de trabalho… Sapatos jogados! Liberdade…

Os pés que caminham no exercício do amor diário… Descalços, desarmados, dispostos…

Os pés mais lindos!!! Os pés da descoberta, do crescimento, da alegria, da vitalidade, da pureza, os pés das minhas filhas! Os pés pequenos em meus sapatos grandes, espelhando-se e comparando-se com os meus, experimentando… Os pés do amor maior, que me ajudam a ser melhor, a querer o melhor… Os pés que refletem meus sonhos!

Olhando as fotos, consigo me lembrar de cada momento de nossa caminhada… Mais do que aquilo que calçamos, os sapatos refletem nossa trajetória, o desenrolar de nossa história de vida, nossos exemplos, a escolha de caminhos certos ou errados. Acho que por isso fotografei tantas vezes pés… Um simbolismo forte do que conquistamos ao pisar em territórios novos… Que sejam férteis os solos pisados por nossos pés. Que 2012, seja um ano de conquistas em todas as áreas.

Lu Jordão

Mundo Plissado

 

Quando penso em saia plissada logo me vem a memória a cena esvoaçante da diva Marilyn Monroe, o que deixa bem claro o quanto a moda é cíclica… Um vai e vem de gostos, tendências ressuscitadas e quem nem sempre (quase nunca!) são novidades.

As saias plissadas tornaram-se sucesso no século XIX, conhecidas como roupa de dançar, muito usadas lá em 1.920 trazendo movimento e leveza às mulheres que dançavam o foxtrot.

E o mundo plissou novamente, sem o foxtrot mas com a leveza dos tecidos finos, bem coloridos e o que era “antiguinho” ganhou cara de moderno, estiloso! Então, plissemos todos!

E na onda do plissado chegamos também na arte de Richards Weeney e suas belíssimas esculturas resultantes de papel (isso mesmo! Papel!!) plissado!

Por Lu Jordão

Look do dia – Vergonha e Indignação!

 

Desculpe o silêncio aqui em nosso espaço mas, estamos retomando as matérias, entrevistas e trabalhos logo, logo!

Sabem que nosso cantinho é um espaço diferente… Adoro observar o look do dia em muitos blogs que fazem isso de maneira brilhante! Amo as inspirações, a criatividade e a disponibilidade das blogueiras que a cada dia publicam de forma mais profissional suas dicas.  Só que esse não é o foco de nosso Blog.

Porém hoje, mesmo sem fotos, quero “mostrar” ou descrever meu look do dia… Estou usando vestido preto, de renda, de uma marca que tem confecção própria e que faz aproveitamento de retalhos…

Meus adornos? A vergonha, a indignação… Vergonha de um país com um sistema tributário absurdo, fiscalização frágil e leis trabalhistas burladas descaradamente a cada esquina… Pois é! Hoje as redes sociais pipocam com mais um escândalo de trabalho escravo divulgado ontem. Dessa vez com a menina dos olhos do fast fashion brasileiro – a marca Zara.

Sinceramente? Estou aliviada por não estar vestindo hoje uma peça  que carregue o peso de 15 pessoas, entre elas uma adolescente de 14 anos, em regime de trabalho escravo contemporâneo em plena capital paulista para a marca Zara. Isso é o que foi divulgado, o que veio à tona… E quantos desconhecem esses fatos absurdos? Quantos de nós acabamos financiando um esquema tão desumano, baixo, covarde e cruel?

Essa não é a moda que eu acredito! A moda que eu acredito tem que ser bonita ou fashion em meu corpo mas, deve favorecer a TODOS os envolvidos em sua cadeia de produção. Quero saber sim a história que existe por trás daquilo que estou vestindo.

Leia toda a cobertura e detalhes sobre a operação que fiscalizou várias oficinas neste regime de trabalho escravo para a Zara lá no Coletivo Verde,  escrita de forma muito profissional pelo Guilherme Augusti Negri, com vídeo do programa A Liga que fez a matéria sobre o tema e informações do site da Ong Repórter Brasil umas das mais significativas organizações para combate de trabalho escravo no país.

Fica registrado nosso look do dia de hoje: vergonha, indignação e a busca de respeito para todos os envolvidos na cadeia fashion!

Vamos trabalhar por processos sustentáveis!

Por Lu Jordão

SPFW – Arte Tribal Indígena por Tufi Duek – Reciclagem e Arte!

É isso mesmo! A arte indígena foi a inspiração para a coleção de Tufi Duek na temporada de moda em São Paulo. Materiais 100% naturais, plástico reciclado numa deliciosa tecelagem tecnológica, látex e paetês em cores inusitadas – preto, branco, laranja, limão e urucum, trouxeram uma tribo fashion que chama para pensar em uma moda com bases mais conscientes.
(para ampliar, clique nas fotos!)
O  mood étnico provou como fazer uma moda com matéria prima natural sem cair no óbvio ou artesanal sem estilo e design… A coleção surpreendeu em formas, texturas e cores, servindo de inspiração para aqueles que querem se dedicar a uma moda ética além da estética. Curtimos demais o desfile de Tufi Duek, sob a direção de estilo de  Eduardo Pombal e Styling de Flavia Lafer.
Por Lu Jordão

Fashion Rio – Alessa – criatividade na reciclagem de papel – Moda e Arte

Se nas coleções de inverno apresentadas no Fashion Rio tivemos a triste presença de pele animal nas passarelas, o Verão 2012 já começa a nos brindar com iniciativas que nos remetem a MODA, ARTE e CRIATIVIDADE alinhavadas pela sustentabilidade. Obviamente que muitas dessas iniciativas são conceituais, para atender os olhos ávidos pelo belo, artístico cercado de design criativo. Alessa veio com cabeças extravagantes confeccionadas pela artista plástica Lislei Cunha,que conseguiu acessórios conceituais luxuosos reciclando papel de pão, embalagens de mate,  jornais e rolos de papel higiênico. Nós aqui da Duas temos paixão por arte em papel e então lá vai nosso destaque para Alessa, estilista carioca que tem sua marca representada em 30 países. Com estilo que visa uma mulher descolada e colorida, é possível identificar suas peças cheias de assinatura.

O modelo de um ombro só que Alessa levou para passarela é meu preferido! Bordados de paetês e canutilhos trazem nobreza para uma coleção com formas amplas que contrastaram com a reciclagem chique dos acessórios. Simplesmente amei este contraste e a mensagem que a grife levou para as passarelas.

Por Lu Jordão

Moda Inclusiva – Palestras em SP

Hoje terá início em SP A 6ª edição do Fashion Downtown e durante os 6 dias de evento, o público que circula pelo centro da maior cidade do país vai poder ver desfiles de moda praia, casual, sustentável, terceira idade, noiva e infantil. Porém os organizadores do evento afirmam que a bandeira levantada desde a primeira edição ainda está de pé: o Fashion Downtown prioriza a Moda Inclusiva, ou seja, artigos confeccionados especialmente pensados para as Pessoas com deficiência (PcD). Veja toda a programação do evento aqui, no site .

No evento, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) promove hoje, dia 2 de maio, palestras gratuitas para mostrar aos comerciantes como tornar suas lojas acessíveis e oferecer um atendimento adequado a este público, além de um workshop sobre Moda Inclusiva.

Titular da SMPED, Marcos Belizário lembra que a cidade de São Paulo tem cerca de 1,2 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência. Uma população cada vez mais inserida no mercado de trabalho e com maior poder aquisitivo. “Ter uma loja acessível hoje não é apenas uma questão de cidadania, mas também pode representar um ótimo negócio”.

 Sobre as adequações, que são simples:

Segundo o secretário, intervenções simples como demarcar vagas de estacionamento, transformar um degrau de 15 cm em rampa com mínimo de 1,20 m de largura e instalar piso tátil junto a degraus e escadas representam um custo pequeno e atendem grande parte das necessidades de adaptação para receber clientes com deficiência, idosos e gestantes. A multa para quem não cumpre a legislação pode chegar a R$ 3.800,00 por mês.

Tão importante quanto o acesso físico, no entanto, é garantir que a pessoa desfrute dos serviços oferecidos. Assim, numa loja de roupas, deve haver ao menos um provador acessível, além de caixa de pagamento mais baixo para usuários de cadeiras de rodas e pessoas de baixa estatura.

Via SPMED .

Nota do Blog: Aproveitamos para registrar mais uma vez que acessibilidade é bom para todos! Um cidade segura, sem buracos, com rampas, atendimento correto, transporte seguro. Quem não se sentiriam melhor em um ambiente assim? Devemos pensar neste ponto também em relação a moda.

Eu, pessoalmente estive em um shopping do Rio de Janeiro e pude comprovar apenas uma loja de departamento com rampas, provadores amplos. Apenas uma! Caixas ainda não adaptados… Etiquetas em braille? Ainda não! Ainda temos muito chão para percorrer… Mas, estamos no caminho certo! Conscientização, informação! Para formação de uma sociedade mais inclusiva e acessível.

Por Lu Jordão