Os filhotinhos de linha da Stitch Happens – Crochê delicado.

Vasculhando o rico mundinho virtual cheguei a New Jersey, Philadelfia… A marca Stitch Happens  trabalha o crochê de uma maneira muito peculiar cativando, de cara, quando deparamos com o resultado de suas tramas… A marca é uma criação da Renee, mãe de cinco filhos e uma apaixonada por fios e crochê. Muitas das vezes na apresentação de seu trabalho, Renee deixa clara a influência dos filhos na criação dos seus pequenos bichinhos. A riqueza de detalhes e delicadeza é tão grande, que torna-se impossível não se apaixonar por seus filhotinhos de lã e linha…

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Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Ainda não temos a resposta mas, a imagem fascinante e estimulante do crochê da Stitch Happens provoca nas crianças uma  boa oportunidade para conversar sobre o nascimento, a vida…

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E a série de pequenos animais segue, estimulando a criatividade e o respeito com toda espécie de vida…

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Fica a dica para visitar o site da Stitch Happens e também para que as mães estimulem seus filhos a brinquedos e brincadeiras além dos tão famosos eletrônicos – brinquedos artesanais, cheios de cores, texturas e possibilidades… Assim incentivamos criatividade… O tempo no computador e no vídeo game pode ser saudavelmente dividido com brincadeiras que estimulem a criatividade: trabalhos manuais, contação de histórias, fantoches e muitas brincadeiras ao ar livre. Muito importante também, pais e filhos desenvolverem essas atividades juntos. Uma ótima oportunidade para trabalhar valores de forma lúdica. Nós verdadeiramente amamos todo esse universo infantil que vai além das telas dos games eletrônicos.

Por Lu Jordão

Imagens: Todas do Site Stitch Happens

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Teatro Infantil – Vivência rica e criativa através da arte.

No domingo passado, dia 27/03,  reunia-se uma platéia muito especial no Teatro Iracema de Alencar , no Retiro dos Artistas – pais e familiares das 11 crianças e adolescentes que participaram do  Curso Livre de Teatro Infanto Juvenil do Retiro dos Artistas, dirigido pela atriz Iara Roccha há 10 anos. Iara explica mais no Blog da Cia. Teatral Lingua de TrapoO curso não tem como premissa formar atores mirins e sim possibilitar uma vivência rica, lúdica e transformadora, através de jogos, brincadeiras, músicas, contação de estórias, desenho, colagens e afins, dessa forma, adquirimos ao longo do ano, material rico, que se transforma em montagem ao final do curso. A produção de cenário, figurino, adereços, trilha sonora e sonoplastia, abre possibilidades concretas a todos os participantes de conviverem de perto e na prática com a magia do fazer teatral. Os jogos dramáticos, leituras, experimentações e uma dose satisfatória de alegria nos estimula a criar e desenvolver senso crítico e olhar poético sobre a vida!”

Esse era exatamente o foco que queríamos num curso para nossa menina – despertar de forma lúdica, criatividade e disciplina, responsabilidade com o que nos propomos a fazer. E vimos o resultado no dia da apresentação – a peça o Rio do Reino, escrita por Paulo Marcos de Carvalho e sob a direção de Iara Roccha, falava sobre a natureza, o valor que devemos dar a nossa pátria (nosso reino), nossas raízes e, sobre a necessidade de um bom governo , foi lindamente representada pela turma. Na ocasião mostraram a concentração, o foco e tudo o que aprenderam nas aulas com Iara. Resultado: O espetáculo mais especial de minha vida! Pais, como eu, extremamente emocionados e surpreendidos pela maturidade e disciplina de seus filhos.

Eu não escolhi o teatro como atividade extra para minha filha… Ela escolheu o teatro. E, posso afirmar que o curso tem trazido para a Gi disciplina, respeito ao espaço e ao tempo do próximo, o foco num todo e não só em si mesma e dedicação, a necessidade de dedicar-se para fazer bem feito. Como a Atriz e Diretora do curso Iara Roccha me diz: “Com arte TUDO é possível”. E não é tarefa fácil despertar em uma criança de 8 anos o que descrevi acima… Principalmente de maneira saudável e estimulante. Fica meu registro de mãe: o teatro agrega muito valor na educação de uma criança e da maneira mais prazerosa que se pode fazer, através da arte.

Mais informações sobre o Curso Livre de Teatro, no site do Retiro dos Artistas e no blog Cia. Teatral Lingua de Trapo .

Destacamos também o cenário, que teve como base a utilização de caixotes (os de feira) e, em cena, as crianças os moviam com muita naturalidade e coordenação transformando-os nos móveis que precisavam para a encenação do texto.

 

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Por: Lu Jordão

Imagens: Primeira montagem por Iara Roccha e demais fotos de Lu Jordão

 

 

Arte por toda parte – Débora de Souza – Arte, Moda e Sustentabilidade

 

 

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O vestido verde e o chapéu que compõe os figurinos acima foram concebidos com reciclagem de garrafas pet. A capa da atriz, foi toda confeccionada com reciclagem de filtros de café usados… O resultado rústico da capa me encantou!

Quando encontro pessoas como a Débora (nos conhecemos no Facebook!! Estou verdadeiramente apaixonada pelas possibilidades desse mundo virtual que entra em nossa vida tornando-se real, inspirador, estimulante!!) preciso me repetir em minhas afirmações: entendo arte e moda como agente de transformação e educação. Através delas podemos passar mensagens e exemplos de inclusão social, cultural, ambiental… No caso de Débora, o teatro é uma das ferramentas para chamar a atenção para a sustentabilidade. Veja a entrevista que fizemos com a estilista, figurinista e personal stylist Débora de Souza. Entenda como esse currículo pode funcionar unindo moda, arte e sustentabilidade…. Conheça o dia a dia do processo criativo de Débora e mergulhe no universo dos bastidores que poucos revelam…

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Fotos de um ensaio da peça com figurinos elaborado por Débora. A peça era “Cheiro de Café”, adaptação da obra “Cem Anos de Solidão” de Gabriel Garcia Márquez, com Direção de Kamunjin Tanguelê. O personagem em destaque era a contadora de histórias. No figurino, reaproveitamento de retalhos, técnica que eu amo! A harmonia de cores e formas é marcante!

DMA -Débora por Débora:

DS – Formada em Desenho de Moda, com pós em Comunicação e Marketing no Vestuário. Amante da arte, criativa, detalhista, apaixonada pelo trabalho, amiga, dedicada, determinada.

DMA – Defina seu trabalho para os leitores.

DS – Defino como gratificante, tenho o privilégio de fazer o que gosto, aprender, criar, realizar, renovar e conhecer pessoas. Como Estilista, desperto o desejo das pessoas de adquirir uma peça, como Figurinista ajudo as pessoas a viajarem no tempo e na imaginação e como Personal Stylist vejo pessoas transformadas e felizes.

DMA – Você morou no Equador por um período. Que influências esse local teve sobre seu trabalho?

DS – A fauna, flora e o artesanato, influenciaram muito em uma coleção moda praia que desenvolvi para um desfile internacional. Pretendo ainda fazer uma coleção sobre a arte que eles expõem nas ruas, que é muito rico em detalhes e com cores vibrantes.

DMA – Como foi a introdução da reciclagem em sua arte, mais especificamente na produção dos figurinos para peças teatrais?

DS – Quando retornei ao Brasil, recebi um convite para fazer o figurino para uma peça de teatro,  por meio de uma atriz e amiga que já conhecia o meu trabalho com reciclagem há muito tempo, mesmo antes de eu fazer a faculdade de moda. Como a proposta do grupo era que o figurino fosse feito com produtos recicláveis, aceitei. Depois de desenhar tudo, contei com ajuda do grupo para a confecção da peças e minha casa virou um agradável atelier, com: tecidos, materiais recicláveis, modelagens, costura, crochê, colagem, cortes… Depois de sete meses tudo estava pronto: armaduras feitas com tretapak, roupas com garrafas pets, de crochê com sacolas de supermercado, tampas de garrafas, coador de café usado, retalhos de tecidos…

DMA – Como se dá o processo criativo de um figurino?

DS – É um processo longo, antes da criação: Ler o roteiro para conhecer todos os detalhes da história da peça, estudar o perfil de cada personagem, ouvir a necessidade do diretor, assistir ensaios para desenhar roupas que não atrapalhem os movimentos dos atores, ouvir os atores sobre os seus personagens, quanto mais informação tiver será importante para saber em que época, local a história acontece e outros detalhes, fazer pesquisas (história, artes, vestimenta, simbologia), conversar com o diretor de arte sobre orientações de luz e cor para obter o melhor efeito no figurino, saber como será o cenário. Com todos estes dados no meu caderno de anotações, começo a criação e a desenhar, mas tem muitas outras etapas até a finalização das roupas.

DMA – O que inspira Débora?

DS – Tudo que faz parte da minha vida, filmes, músicas, quadros, esculturas, personalidades, história, arquitetura…

DMA – Estilista, Figurinista e Personal Stylist – Um currículo diversificado. Moda e arte se misturam em suas criações? De que maneira?

DS – Sim, partindo do princípio que arte é técnica ou habilidade feita a partir de uma concepção, emoções e idéias. A minha maneira de fazer esta mistura moda e arte é trabalhando com texturas, mescla de materiais, transformando um objeto qualquer, inclusive o reciclável em acessórios. E também quando faço as peças exclusivas, estou dizendo para a pessoa que adquire o meu produto que ela é única. Sendo assim o meu trabalho é uma arte de consumo que se leva a rua, para ser admirado.

DMA – Moda e estilo para Débora é…

DS – Moda é informação, tecnologia, comunicação, arte, efêmero, reflete o comportamento social de uma época. Estilo é a maneira que cada pessoa escolhe se vestir adaptando a moda a seu biotipo ou não e personalidade, que é também uma forma de se expressar.

DMA –  Um sonho a ser realizado?

DS – Meu trabalho ser conhecido aqui no Brasil.

DMA – Planos para o futuro, que pode compartilhar aqui no Duas?

DS – Tenho alguns em andamentos e parcerias. Mas o único que posso contar é que irei participar da 24ª Feira de Artes da Vila Pompéia no dia 15 de maio, aqui em São Paulo.

DMA – Algo que não perguntamos e que gostaria de falar?

DS – Alguns momentos emocionantes e inesquecíveis que vivi no mundo da moda:

  • Quando passei uma tarde com Aurora Miranda, antes de fazer uma coleção inspirada em Carmen Miranda.
  • Elogio do estilista Clodovil Hernandes, sobre o meu trabalho no programa noturno que ele tinha na TV Gazeta.
  • Meu primeiro desfile internacional, as entrevistas, a entrada na passarela, a música brasileira tocando, o calor e energia das pessoas gritando o meu nome e do Brasil.
  • Quando vi o meu trabalho sendo elogiado pela primeira vez na televisão equatoriana, argentina, chilena e americana.
  • Cada vez que o meu trabalho é valorizado tanto na passarela, como no teatro e televisão.

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Débora nos relatou que as imagens acima retratam uma das cenas mais bonitas da peça. É a solidão nascendo… Ela arranca o útero da mãe, que se transforma num tecido. Para compor esse figurino a Estilista e Figurinista teve que usar a técnica de moulange, colocando três círculos em pontos estratégicos, para que ao enrolar e, colocando o braço nestes buracos, o vestido ficasse pronto em cena. Débora afirmou que foi a peça mais complexa para elaborar…

Quem acompanha Débora no Facebook pode perceber que sua vida é cercada por arte… Além dos figurinos acima, a maioria com reciclagem, Débora desenvolve produtos com uma assinatura própria, únicos… Vale a visita em sua loja virtual e em seu perfil no Facebook.

 

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Débora, obrigada por compartilhar sua arte conosco! Acredito que isso traz a tona todo o processo de construção de um trabalho que as pessoas nem imaginam como acontece. Esse espaço é seu! Conte sempre suas novidades por aqui. Desejamos sucesso em sua trajetória aqui no Brasil e que o reconhecimento alcançado no exterior seja uma realidade aqui também.

 

Por Lu Jordão

Imagens: Todas cedidas por Débora de Souza e autorizadas para esta publicação.

Arte por toda parte : Grupo Cultural Batukenjé

Arte por toda parte – Música com função social! Em Brasília o Grupo Cultural Batukenjé usa sua música como resgate. Conheça o Projeto que atende a várias crianças em Brasília.

Nessa nova tag  “Arte por toda parte”, vamos abordar aqui no Blog, a arte como função e resgate social. Nossa querida colaboradora em Brasília Deise Lemos, nos apresentou o Grupo Cultural Batukenjé, música com foco em trabalho social fortíssimo em Brasília.

Batukenjé vem da língua Yorubá que significa: tocar um som alegre, tocar para Deus. Um som totalmente brasileiro, nascido em 2006 na Finlândia. Numa temporada de workshops percussivos, o músico Celin Dú Batuk teve a inspiração de criar um grupo com ritmos Afro Brasileiros…

Além de preservar e valorizar  cultura afro brasileira, o Batukenjé tem a missão de resgate através do projeto social “SORRINDO E BATUCANDO COM O BATUKENJÉ”, que nasceu em 2006 juntamente com a criação do Batukenjé. O Projeto intensificou suas ações em 2010 atendendo crianças de escolas públicas e comunidades no entorno de Brasília. O projeto, que envolve aulas de percussão, está em constante expansão desenvolvendo  oficinas que consistem em atividades teóricas , práticas e recreativas com os participantes e está presente em três pontos de Brasília: CAIC do Núcleo Bandeirantes, com 60 crianças atendidas; GALPÃO CULTURAL do Varjão com 40 crianças atendidas e GALPÃO CULTURAL de Brazlândia com 30 crianças atendidas.

Numa entrevista com o Mestre Celin du Batuk, idealizador do Batukenjé, tentei separar e traçar um perfil do idealizador e de seu ideal. Não consegui… Os dois se misturam, estão fundidos no ideal de resgate social pela música. Mestre Celin é Batukenjé e, Batukenjé é a essência de Mestre Celin, juntamente com uma diretoria e equipe de 10 pessoas.

Questionei ao Mestre Celin sobre a influência da música na vida dessas crianças atendidas e ele me respondeu: “O resultado de todo esse trabalho do Batukenjé com crianças , através do depoimento de seus pais, é crescimento no rendimento escolar. Tenho um depoimento em vídeo da Millena, aluna da rede pública, que está no Batukenjé faz 4 anos. Ela participou de um concurso de redação de um jornal famoso aqui da cidade. Millena ganhou em primeiro lugar entre todas as escolas!!! Ela afirmou na entrevista à Bandeirantes que o Batukenjé foi sua inspiração!A redação tinha como tema: COMO SERÁ BRASÍLIA DAQUI A 50 ANOS.”


Além da música melhorar o rendimento escolar e a auto estima das crianças do entorno de Brasília, também é usada para trabalhar a consciência ambiental. Mestre Celin Dú Batuk recicla bombonas plásticas e latões, transformando em instrumentos de percussão, permitindo que todas as crianças tenham acesso a música e a cultura.

Na foto, bombona de plástica reciclada – o lixo que nas mãos do Batukenjé  transforma-se em música e dignidade social

Pedi a Mestre Celin que nos contasse um sonho seu… Sua resposta: “Já trabalhei muito para viver da percussão e hoje quero poder ajudar a todos que precisam  em todos os aspectos pois estamos aqui só de passagem.”

Por este olhar, não tenho dúvida alguma que o sonho do Batukenjé está sendo realizado… Uma fábrica de sonhos para quem não tinha acesso a cultura… Novas janelas abertas, para novas possibilidades, novos ideais. Romarito, como é chamado no Grupo Cultural, devolve este olhar doce, resultado da música em sua vida. Mestre Celin afirmou que ele é o primeiro a chegar nos ensaios e o último a sair…

E o Batukenjé não para! Agora em maio,  vai iniciar  um ciclo de Workshops pela Europa, levando a cultura e a musicalidade afro brasileira para o mundo.

Shows de percussão, canto e dança; Oficinas práticas de percussão afro brasileira de mão e de baquetas; Confecção de instrumentos de percussão sob encomenda e curso de teoria aplicada à percussão afro brasileira. Assim trabalha o Batukenjé!

Mais sobre o Grupo Cultural?

No Blog: Grupo Cultural Batukenjé

No canal: Youtube

No Twitter: @batukenje


Obrigada ao Mestre Celin que nos atendeu com tanto carinho compartilhando seus projetos e ideais com nossos leitores.

Vale muito a visita nos canais do Grupo para assistir principalmente aos vídeos com o ritmo que leva alegria e esperança em Brasília.

Por Lu Jordão

Fotos: Todas cedidas e autorizadas para publicação pelo Batukenjé