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Arte por toda parte – Batukenjé Inclusivo

Quando dizemos “arte por toda parte”, não estamos usando apenas um título bonito… O trabalho de resgate do Grupo Cultural Batukenjé toma novos rumos e cada vez mais arrojados em sua missão de inclusão social. O Projeto Kombo Arte Afro Brasileiro é mais uma ferramenta de alcance, que usa a música como resgate cultural e social. Desta vez, as crianças de famílias que vivem do trabalho no Lixão da Estrutural (DF) são o alvo do grupo.

Isso mesmo! O lixão que está em evidência no horário nobre através de uma novela que, diga-se de passagem, retrata bem de longe a realidade do local. O lixão da vida real é a Vila Estrutural, considerada uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, que na década de 60 foi destinada para depósito de lixo. Em pouco tempo surgiram os primeiros barracos dos catadores, hoje conhecido como “Lixão da Estrutural”. Neste local as ruas são estreitas e sem pavimentação. Existe apenas uma escola de nível fundamental e um posto de saúde para atender uma população de mais de 35 mil moradores. Não há corpo de bombeiros para conter incêndios comuns em regiões assim. Crianças que certamente teriam pouca ou nenhuma possibilidade de acesso a música, a arte e a cultura, recebem duas vezes por semana o Grupo Cultural Batukenjé com oficinas que possibilitam uma melhor qualidade de vida e educação ao oferecer música, dança e confecção de instrumentos musicais (com reciclagem), o que certamente será base para auto estima e novas possibilidades de sonhos e projetos de vida para estas crianças.

A imagem registra o objetivo do projeto sendo atingido: crianças e adolescentes sendo acolhidos pelas oficinas ao invés de acompanhar seus pais no trabalho do lixão. Através da música, da dança e das oficinas de artesanato com reciclagem de materiais, são trabalhados diversos aspectos destas crianças e adolescentes: conhecimento de seu próprio corpo, troca de experiências e integração ao grupo e consequentemente integração à sociedade, permitido que se reconheçam como parte de um todo, estimulando identidade social, cidadania e sociabilização, além de estimular aptidões que os permitam vislumbrar um futuro fora do lixão. Ampliar as perspectivas de um grupo é estimular a inclusão. Só quando novos caminhos e possibilidades são apresentadas podemos escrever novas histórias de vida, evitar repetições, preconceito e limitações.

E a arte é uma linguagem forte, ampla, que pode penetrar em qualquer lugar. Para a arte não existe cor, credo, classe social ou limitação.

 E sabe o que é mais bacana? Se você quiser, pode fazer parte disso. Tornar-se um parceiro deste Projeto que oferece oportunidades e inclusão.  Não podemos ir ao lixão. Talvez nem pensemos nesta realidade que está tão distante de nós. Mas podemos sim nos fazer presentes de diversas formas. Esta matéria é uma delas – falar de um tema que normalmente não aparecem em blogs de moda ou arte – lixão, inclusão, outras realidades. Para saber como você, Pessoa Física ou Jurídica, pode apoiar o Projeto Kombo Arte Afro Brasileiro, segue abaixo o contato do Grupo Cultural Batukenjé:

Facebook do Meste Celin (Coordenador do Projeto, regulamentado e inscrito na Ordem dos Músicos e como Agente Cultural)

Site do Batukenjé

 “Não existe meio mais seguro para fugir do mundo do que a arte, e não há forma mais segura de se unir a ele do que a arte.” (Johann Goethe) – Então, o olhar atento do menino sedento determina: uma nova história está nascendo! Uma conexão com um mundo antes desconhecido… Revelado pela arte do Batukenjé.

Para o Batukenjé, inclusão é muito mais que um texto… É uma realidade! A música que permite a todos falarem uma só linguagem – A da Igualdade,  da Liberdade.

Faça uma visita ao Lixão da Estrutural  com o Batukenjé no vídeo abaixo.

Ajude a divulgar o Projeto clicando nas redes sociais. Colabore com a inclusão. Sempre podemos nos fazer presentes de alguma maneira. Escolha a sua! Temos falado em processos sustentáveis. Entendemos este trabalho como parte disso. Sem inclusão é impossível falar em processos sustentáveis.

Batukenjé já é nosso parceiro e conheça mais de seus trabalhos nestas outras matérias: Aqui e Aqui .

Fotos: Todas do Batukenjé, autorizadas para reprodução.

Texto: Lu Jordão

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Look do dia – Vergonha e Indignação!

 

Desculpe o silêncio aqui em nosso espaço mas, estamos retomando as matérias, entrevistas e trabalhos logo, logo!

Sabem que nosso cantinho é um espaço diferente… Adoro observar o look do dia em muitos blogs que fazem isso de maneira brilhante! Amo as inspirações, a criatividade e a disponibilidade das blogueiras que a cada dia publicam de forma mais profissional suas dicas.  Só que esse não é o foco de nosso Blog.

Porém hoje, mesmo sem fotos, quero “mostrar” ou descrever meu look do dia… Estou usando vestido preto, de renda, de uma marca que tem confecção própria e que faz aproveitamento de retalhos…

Meus adornos? A vergonha, a indignação… Vergonha de um país com um sistema tributário absurdo, fiscalização frágil e leis trabalhistas burladas descaradamente a cada esquina… Pois é! Hoje as redes sociais pipocam com mais um escândalo de trabalho escravo divulgado ontem. Dessa vez com a menina dos olhos do fast fashion brasileiro – a marca Zara.

Sinceramente? Estou aliviada por não estar vestindo hoje uma peça  que carregue o peso de 15 pessoas, entre elas uma adolescente de 14 anos, em regime de trabalho escravo contemporâneo em plena capital paulista para a marca Zara. Isso é o que foi divulgado, o que veio à tona… E quantos desconhecem esses fatos absurdos? Quantos de nós acabamos financiando um esquema tão desumano, baixo, covarde e cruel?

Essa não é a moda que eu acredito! A moda que eu acredito tem que ser bonita ou fashion em meu corpo mas, deve favorecer a TODOS os envolvidos em sua cadeia de produção. Quero saber sim a história que existe por trás daquilo que estou vestindo.

Leia toda a cobertura e detalhes sobre a operação que fiscalizou várias oficinas neste regime de trabalho escravo para a Zara lá no Coletivo Verde,  escrita de forma muito profissional pelo Guilherme Augusti Negri, com vídeo do programa A Liga que fez a matéria sobre o tema e informações do site da Ong Repórter Brasil umas das mais significativas organizações para combate de trabalho escravo no país.

Fica registrado nosso look do dia de hoje: vergonha, indignação e a busca de respeito para todos os envolvidos na cadeia fashion!

Vamos trabalhar por processos sustentáveis!

Por Lu Jordão

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Arte por toda parte : Grupo Cultural Batukenjé

Nessa nova tag  “Arte por toda parte”, vamos abordar aqui no Blog, a arte como função e resgate social. Nossa querida colaboradora em Brasília Deise Lemos, nos apresentou o Grupo Cultural Batukenjé, música com foco em trabalho social fortíssimo em Brasília.

Batukenjé vem da língua Yorubá que significa: tocar um som alegre, tocar para Deus. Um som totalmente brasileiro, nascido em 2006 na Finlândia. Numa temporada de workshops percussivos, o músico Celin Dú Batuk teve a inspiração de criar um grupo com ritmos Afro Brasileiros…

Além de preservar e valorizar  cultura afro brasileira, o Batukenjé tem a missão de resgate através do projeto social “SORRINDO E BATUCANDO COM O BATUKENJÉ”, que nasceu em 2006 juntamente com a criação do Batukenjé. O Projeto intensificou suas ações em 2010 atendendo crianças de escolas públicas e comunidades no entorno de Brasília. O projeto, que envolve aulas de percussão, está em constante expansão desenvolvendo  oficinas que consistem em atividades teóricas , práticas e recreativas com os participantes e está presente em três pontos de Brasília: CAIC do Núcleo Bandeirantes, com 60 crianças atendidas; GALPÃO CULTURAL do Varjão com 40 crianças atendidas e GALPÃO CULTURAL de Brazlândia com 30 crianças atendidas.

Numa entrevista com o Mestre Celin du Batuk, idealizador do Batukenjé, tentei separar e traçar um perfil do idealizador e de seu ideal. Não consegui… Os dois se misturam, estão fundidos no ideal de resgate social pela música. Mestre Celin é Batukenjé e, Batukenjé é a essência de Mestre Celin, juntamente com uma diretoria e equipe de 10 pessoas.

Questionei ao Mestre Celin sobre a influência da música na vida dessas crianças atendidas e ele me respondeu: “O resultado de todo esse trabalho do Batukenjé com crianças , através do depoimento de seus pais, é crescimento no rendimento escolar. Tenho um depoimento em vídeo da Millena, aluna da rede pública, que está no Batukenjé faz 4 anos. Ela participou de um concurso de redação de um jornal famoso aqui da cidade. Millena ganhou em primeiro lugar entre todas as escolas!!! Ela afirmou na entrevista à Bandeirantes que o Batukenjé foi sua inspiração!A redação tinha como tema: COMO SERÁ BRASÍLIA DAQUI A 50 ANOS.”


Além da música melhorar o rendimento escolar e a auto estima das crianças do entorno de Brasília, também é usada para trabalhar a consciência ambiental. Mestre Celin Dú Batuk recicla bombonas plásticas e latões, transformando em instrumentos de percussão, permitindo que todas as crianças tenham acesso a música e a cultura.

Na foto, bombona de plástica reciclada – o lixo que nas mãos do Batukenjé  transforma-se em música e dignidade social

Pedi a Mestre Celin que nos contasse um sonho seu… Sua resposta: “Já trabalhei muito para viver da percussão e hoje quero poder ajudar a todos que precisam  em todos os aspectos pois estamos aqui só de passagem.”

Por este olhar, não tenho dúvida alguma que o sonho do Batukenjé está sendo realizado… Uma fábrica de sonhos para quem não tinha acesso a cultura… Novas janelas abertas, para novas possibilidades, novos ideais. Romarito, como é chamado no Grupo Cultural, devolve este olhar doce, resultado da música em sua vida. Mestre Celin afirmou que ele é o primeiro a chegar nos ensaios e o último a sair…

E o Batukenjé não para! Agora em maio,  vai iniciar  um ciclo de Workshops pela Europa, levando a cultura e a musicalidade afro brasileira para o mundo.

Shows de percussão, canto e dança; Oficinas práticas de percussão afro brasileira de mão e de baquetas; Confecção de instrumentos de percussão sob encomenda e curso de teoria aplicada à percussão afro brasileira. Assim trabalha o Batukenjé!

Mais sobre o Grupo Cultural?

No Blog: Grupo Cultural Batukenjé

No canal: Youtube

No Twitter: @batukenje


Obrigada ao Mestre Celin que nos atendeu com tanto carinho compartilhando seus projetos e ideais com nossos leitores.

Vale muito a visita nos canais do Grupo para assistir principalmente aos vídeos com o ritmo que leva alegria e esperança em Brasília.

Por Lu Jordão

Fotos: Todas cedidas e autorizadas para publicação pelo Batukenjé

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Moda Inclusiva – Eventos que Mostram Inclusão na Prática

Este será um post muito especial sobre Moda Inclusiva – o novo olhar, a moda para todos! Aconteceram dois eventos  em que a inclusão fashion foi praticada, saindo dos belos textos teóricos, unindo Pessoas com Deficiência (PcD) e o mundo fashion. Vamos falar sobre os dois eventos aproveitando para divulgar três espaços lindos, inclusivos, antenados e riquíssimos em informações para aqueles que entendem a necessidade de viver a inclusão.

Um deles, já sou “fã de carteirinha”, o Blog da Audiodescrição. Paulo Romeu fala sobre a importância da Inclusão Cultural por meio do recurso da Audiodescrição, divulgando eventos, informações e registros de como caminha o cumprimento das leis a este respeito. Uma luta conduzida de maneira tão especial e digna que me conquistou. Nunca mais larguei o blog!!

No dia 01 de setembro, Paulo divulgou o Desfile de Moda com Audiodescrição em Limeira, ocasião em que pessoas cegas puderam sentir e praticar a moda inclusiva trabalhando sua auto estima e provando que não existem limitações. O impedimento real é o preconceito, que ao ser vencido, permite estabelecer o elo da igualdade de oportunidades.  Veja toda a cobertura do evento pelo link: http://blogdaaudiodescricao.blogspot.com/2010/09/cegos-desfilam-moda-da-inclusao-em.html .

Descrição das imagens: montagem com duas fotos, a primeira num plano distante 10 alunos acompanhando 10 PcD, reunidos na passarela onde será realizado o desfile inclusivo. Na segunda há um close de uma jovem aluna trajando saia preta, camiseta branca, acompanhando durante o percurso de desfile uma senhora cega que desfilou com blusa estampada fundo bege e flores em tons de rosa e verde  com calça preta. As duas estão sorrindo.

O segundo evento foi coberto por um outro espaço muito especial que Paulo Romeu me apresentou hoje, o Blog Conhecer Para Romper as Barreiras do Preconceito, da Psicóloga Cíntia Firmino, que divulgou a 1ª Mostra Cultural e Feira de Noivas & Debutantes, em São Bernardo do Campo, que aconteceu em junho, ocasião em que cadeirantes desfilaram lindamente em igualdade de oportunidades com as demais modelos participantes do evento. Conheça detalhes do evento neste link do Blog da Cíntia: http://rompendobarreiraspreconceito.blogspot.com/2010/09/modelos-cadeirantes-surpreendem.html

Descrição de Imagens: Montagem com duas fotos. A primeira em preto e branco, num plano distante mostra três modelos cadeirantes na passarela, com vestidos de noiva. A primeira com vestido mais longo, a segunda e terceira com vestidos mais curtos. A segunda foto é colorida e mostra um close da modelo cadeirante sorrindo num vestido de noiva longo, decote tomara que caia e cabelos elegantemente presos. Ao fundo da passarela vemos um banner rosa com o nome do evento e, ao lado esquerdo vemos parte da platéia.

Lendo a matéria de Cíntia, descobrimos as fotos da Fotógrafa Kica de Castro e chegamos a outro cantinho muitíssimo especial, o Blog da Fotógrafa que definiu a inclusão de maneira curta, leve e prática: “beleza e deficiência física não são duas expressões contraditórias” e, seu trabalho tem por missão tornar essa afirmação algo concreto. Kica é a gestora da única agência de modelos com deficiência no Brasil, inserindo-os no mercado publicitário. Ao ler o blog da Kica, o ambiente lindo, acolhedor, com uma proposta forte e extremamente bem definida, imediatamente meu “coração fashionista e inclusivo” foi aquecido! Visitem seu blog e sejam contaminados pelo vírus da inclusão : http://kicadecastro.blogspot.com/ . Faremos contato com Kica para tentar um entrevista!!

Como já registramos, nosso Blog tem por objetivo a divulgação da Moda,  da Arte, da Sustentabilidade e da Dignidade Social, por meio da inclusão. Nos apaixonamos pela Moda Inclusiva e pela Inclusão como um todo… A inclusão não é um simples sentimento… Entendemos como uma postura que faz nosso universo sair de nossas próprias necessidades e realidades, buscando entender moda como um todo – outras necessidades e outras realidades. Vivemos numa sociedade onde somos julgados por nossas características físicas. Nossa sociedade infelizmente condiciona o poder de executar ou de não executar, o normal e o não normal, o belo e o não belo ao que nossos olhos vêem. Nesta postura, limitamos e nos tornamos limitados…

Neste momento vamos trabalhar nosso grau de inclusão… Vou perguntar e pedir que você leitor (a) responda intimamente (a  boa e velha reflexão) – Qual é o seu sentimento ao ver num blog de moda e arte, de uma pessoa que não tem deficiência, fotos de pessoas cegas e cadeirantes em passarelas?? Será que passa por suas reflexões que mesmo sem poder enxergar, pessoas cegas gostam de andar em harmonia com as cores? Que gostam de vestir-se bem e serem elogiadas por sua aparência? Passa pela sua cabeça que essas pessoas tem direito a informações sobre moda, tendências, texturas? Já pensou que um cadeirante está totalmente apto a entrar em qualquer loja de roupa, receber um atendimento digno, ter um provador acessível e ao final sair com suas comprinhas  feliz por ter suas necessidades atendidas? Passa pela sua cabeça que esses consumidores hoje ocupam uma boa fatia do mercado de trabalho (consequência das leis estabelecidas) e movimentam recursos que os tornam um segmento promissor a ser trabalhado? Será que o direito de escolha em relação ao estilo, cores das roupas e tipos de sapatos foi tirado das PcD? Ou nunca lhes foi concedido este direito? Já pensou que PcD podem gostar que você se interesse por elas, por sua forma de sentir, de ver, de viver? E mais, passa pela sua cabeça que PcD se interessam pelo que você tem a dizer e a perguntar? Ou, você acha que a ausência da luz ou movimentos limitou essas pessoas a respostas negativas para todas as reflexões anteriores? Pode acontecer também de você chegar a conclusão de que nunca pensou ou lembrou da moda vinculando-a a PcD. O fato é que essa fatia da população, por puro preconceito ou até mesmo pela falta de informação, para a indústria da moda  fica distante deste universo fashion…

Entendemos que a moda tem dois grandes desafios nestes tempos : Sustentabilidade – a harmonia da indústria têxtil com a natureza e, a Inclusão – fazer com que o mercado da moda enxergue PcD como potenciais consumidores que são e não como pessoas dependentes também na hora de escolher uma roupa – são aproximadamente 25 milhões de pessoas…

Estava lendo um texto da Pedagoga Karina Pagnez que dizia assim: “O conceito de normalidade, que é um atributo do sujeito a partir de critérios externos e sociais. Dessa forma, o normal e o anormal não se encontram dentro da pessoa, mas fora dela; ou seja, é aquilo que os outros percebem nesse indivíduo. Esse conceito é compreendido da seguinte forma: alguma coisa é normal. E o que é o normal? Aquilo que faz parte da normalidade? Isso está dentro de mim ou fora? Isso é uma convenção social e não tenho que encaixar dentro dos meus padrões. Preciso lidar com as diferenças. Hoje temos dois grandes monstros: o preconceito e a discriminação”. (fonte: Portal do Setor3)

Concluímos que além dos dois grandes monstros já destacados no texto acima- preconceito e discriminação, existe também o monstro da estagnação pela falta de conhecimento ou informações. Entendemos também que as características externas ou físicas não devem ser usadas para medir a capacidade de realizar e sim, a necessidade de inclusão e acessibilidade visando o atendimento de necessidades diferentes garantindo assim a obtenção de condições de igualdade no dia a dia – mercado de trabalho, cultura, lazer, saúde, educação e moda (um direito garantido por lei e uma atitude de cidadania e empreendedorismo, nunca um favor). Incluir é legal, é justo e faz muito bem às duas partes. Experimente!

Este é um dos posts que mais tocou nosso coração devido ao fato de vermos atitudes práticas nos dois eventos citados sobre Moda Inclusiva. Perceber o avanço em atitudes e informações é fantástico! Visitem as fontes citadas e cresçam no conhecer e seguir conhecendo sobre inclusão. Lembre-se: você é parte deste processo diário!

Observação: A descrição de imagens é um recurso simples que permite às pessoas cegas “ler” as imagens e compartilharem da parte visual dos posts. Tente praticar isso em seus blogs! Afirmo uma coisa: é extremamente gratificante  compartilhar sem barreiras!!!

Post by Lu Jordão

 

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Rapidinhas – Lançamento de Grife de Bolsas – IÇÁ

no dia 14 deste mês, na 18ª Paralela Gift, feira de design e produtos contemporâneos, será lançada a grife de bolsas e acessórios IÇÁ. A marca é idealizada pelo escritório Rosenbaum®   e fruto de parceria com o  Grupo de Mães Amigas da Casa do Zezinho (GMACZ), gerando ampliação de renda familiar para as mães costureiras.

Para gerar esta ação sustentável e comercial, o projeto contou com a parceria da empresa Cipatex, produtora de atoalhado de plástico que doou a matéria prima para confecção das bolsas e acessórios. O resultado? Digno, colorido, sustentável, justo e muito fashion!!!

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Conheça todos os detalhes do projeto no Blog da grife IÇA:

http://icabolsas.blogspot.com/

Vale demais a visita no blog da marca para conferir todo o desenvolvimento do produto que é comandado pelas designers Cristiane Rosenbaum e Roberta Crelier.

Créditos: Fotos do Blog da Marca IÇÁ

Post by Lu Jordão

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Consuello Matroni – Uma vida comprometida com a sustentabilidade

Consuello Matroni é artista, estilista, artesã, ambientalista, educadora, divulgadora e incentivadora da reciclagem por meio de desfiles com roupas recicladas, mostras, oficinas, palestras e confecção de trabalhos especiais. Assim a estilista se define em seu site. Nós vamos além: Consuello é uma pessoa extremamente acessível, prática, decidida e com dois dons maravilhosos: o de fazer coisas lindas com as mãos (artesanal) e o de compartilhar isso com todos a sua volta.  As duas coisas não estão diretamente ligadas… Muitas pessoas tem um talento e não tem o dom de compartilhar, disseminar sua arte… Consuello tem. Além de ser estilista sustentável, ela tem projetos lindos onde educa e forma consciência sustentável, plantando dignidade ao formar novos profissionais. Quer que sua arte, seu trabalho tornem-se eternos? Forme discípulos, compartilhe, eduque…

E isso Consuello faz de maneira linda! Através do Eco Certo, um projeto que produz peças para montagem de artesanato e bijuterias, utilizando embalagens plásticas (que certamente seriam descartadas prejudicando o meio ambiente), de shampoo, condicionador, amaciante, óleo lubrificante de carros e outras, Consuello produz e fornece Kits para oficinas de geração de renda  beneficiando cooperativas de catadores, donas de casa, ongs, associações. Estas embalagens são adquiridas nas Cooperativas de Reciclagens de Guarulhos, e depois são higienizadas por mulheres que não tem como trabalhar fora. As Eco Peças são utilizadas na confecção de bijuterias, mosaicos, cintos, bolsas, cortinas, na customização de chinelos, camisetas, bolsas, e onde mais o artesão se permitir criar. E sobre o desing, foi desenvolvido uma tecnologia de corte para que o acabamento seja perfeito. Com design próprio  para o artesanato, a Eco Certo tem uma variedade de 33 formatos: flores, corações, estrelas, pingentes, gotas, e outros em diversos tamanhos. Como sempre falamos: é moda, é arte, é sustentável e com extrema dignidade social. Um projeto pelo qual me apaixonei, muito bem elaborado e correto da origem até a conclusão.

Fizemos uma entrevista com a Consuello, que com sua arte chegou a programas de TV como Tudo é Possível, realizando um desfile sustentável e uma bela participação no Programa Ressoar, onde compartilhou seus ideiais sustentáveis, no Globo News e, teve peças do Eco Certo na novela Viver a Vida. Conheça um pouco mais sobre Consuello Matroni e sua arte aqui em nossa Galeria.

DMA – Onde nasceu? Onde mora hoje?

Consuello – São Paulo Capital. Hoje moro na Cidade de Guarulhos.

DMA – Consuello por Consuello?

Consuello – Pensa no meio ambiente,  principalmente no lixo e sua reutilização.

DMA – Defina para nossos leitores a  sua arte.

Consuello – Tenho um olhar voltado para materiais desprezados pela maioria das pessoas e procuro reutilizá-los criando novos objetos.

DMA – Como foi o início, a introdução no arte de reuso e sustentabilidade?

Consuello – Comecei em 1990,  porque implantaram no meu bairro a coleta seletiva experimental e então comecei a ver tudo que separavam para desenvolver meu trabalho.

DMA – Qual a técnica usada?

Consuello – Uso tudo que tenho conhecimento como crochê para trabalhar as fitas de vídeo, mosaico para fazer a união dos quadradinhos,  também criei uma técnica própria que batizei de “Reciclotô”.

DMA –  Como é seu processo de criação?

Consuello – Primeiro guardo uma quantidade de material para fazer uma roupa, depois em cima de um manequim de costura começo a construir a roupa. Estou sempre antenada nas tendências das estações.  Na Eco Certo estou sempre criando moldes diferentes e aplicando em peça piloto.

DMA – Qual sua matéria prima?

Consuello – Plásticos de embalagens usadas como shampoo, amaciante de roupas, cds, fita de vídeo, lacres, embalagens de ração, tampas e muito mais.

DMA – Qual a influência para o seu trabalho?

Consuello – Reutilização de material.

DMA – O que inspira a Consuello?

Consuello – As cores.

DMA – Como comercializa seus produtos?

Consuello – Pela EcoCerto comercializo as eco peças para artesanato. As roupas não vendo, só alugo para eventos. Também faço oficinas, desfiles, exposições, crio objetos, tudo com materiais reutilizados.

DMA – Como vê o artesanato e a posição do artesão no Brasil?

Consuello – Hoje vejo uma valorização do trabalho artesanal. Temos muita gente boa, cada um na sua área, mas também tem pessoas que trabalham sem se preocupar com a qualidade principalmente com materiais alternativos (tratando o lixo como lixo).

DMA – Um momento marcante na criação de seu projeto?

Consuelo – O meu primeiro desfile, descobri que era isso que me realizava.

DMA – Como a sustentabilidade influencia a vida de Consuello?

Consuello – Em tudo! Procuro educar, ajudar o meio ambiente e gerar renda para as pessoas envolvidas com o meu trabalho.

DMA – Vimos em seu site que você esteve e está presente em diversas mídias importantes. Foi difícil o reconhecimento trabalhando com o reuso e sustentabilidade?

Consuello – Tive sorte, a mídia sempre me apoiou. Acho que por ser um trabalho diferente.

DMA – Seus planos para o futuro, pode compartilhar conosco?

Consuello – Tenho convite para fazer em setembro um desfile nos EUA. Tenho o projeto  de criar a primeira escola prática sustentável para formar mutiplicadores.

DMA – Uma palavra para incentivar os artesãos, artistas plásticos e estilistas  que estão começando…

Consuello – Trabalhe desenvolvendo algo diferente, não desista quando encontrar obstáculos.

DMA – Algo que não perguntamos e que gostaria de falar?

Consuello – Agradecer a oportunidade.

Esta é Consuello Matroni. A resposta da estilista para seus projetos futuros, que destacamos em negrito, é a perfeita tradução da essência sustentável e digna de seu trabalho. Abaixo fotos dos trabalhos de Consuello.

Consuello, agradecemos sua presença em nossa galeria e desejamos de verdade que seus projetos sejam concretizados. São projetos que envolvem tudo aquilo que acreditamos: moda, arte, sustentabilidade e dignidade social com valorização do ser humano e comércio justo. Conte com nosso portal e aguardamos suas novidades!!

Saibam mais sobre o trabalho de Consuello:

www.consuellomatroni.com

Linha de bijuterias:

www.ecocerto.com.br

Programa Ressoar – Record:

http://www.youtube.com/watch?v=5gi8i_bugFo

Desfile no programa Tudo é Possível – Record (1)
Parte I: http://br.youtube.com/watch?v=11LOassKWKw
Parte II: http://br.youtube.com/watch?v=i_1mcOPCwkw

Desfile no programa Tudo é Possível (2)
Desfile de 28/09/08: Programa Tudo É Possível
Parte I: http://br.youtube.com/watch?v=3ocjy-8dzdI
Parte II: http://br.youtube.com/watch?v=_zqQ0TSd9tk

Reportagem na GloboNews
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1408507-17665-322,00.html

Post by Lu Jordão

Fotos: Divulgação

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Moda Inclusiva – Berlim dá Exemplo de Inclusão Fashion

[Descrição da Imagem: Modelo Mario Gallo com perna mecânica, desfilando na passarela trajando casaco preto, bermuda jeans e sapato tipo mocassim marrom. Há um close da perna mecânica mostrando os detalhes].

Recebi esta imagem em mais um delicioso e-mail da Socióloga Marta Gil, que como eu já disse, tem nos “incluído” no universo da Moda Inclusiva e da Inclusão como um todo.

Este foi um dos desfiles da Semana da Moda em Berlim, da marca Starstyling, na Alemanha. Mario Gallo é modelo e desfilou peças da coleção da grife (que por sinal, tem coisas muito interessantes em seu site). Vamos refletir? Olhando a imagem, que reações ou pensamentos ela provoca em você? Vou responder por mim.

  • Minha reação inicial: Vibrei com a superação das duas partes – modelo e grife.
  • Meu primeiro pensamento reflexivo: Achei maravilhosa a atitude da marca ao colocá-lo para desfilar de bermuda, não “camuflando” sua realidade – Isso de fato é a verdadeira inclusão! Mario é um modelo muito bonito… A marca poderia ter colocado uma calça comprida para que ele desfilasse… Mas, não!
  • Meu segundo pensamento reflexivo: Houve inclusão fashion de verdade, com demonstração na prática de que a diversidade é linda e que não impede Mario e nenhuma outra pessoa de executar seus objetivos.
  • Meu terceiro pensamento reflexivo: O que realmente pode nos impedir de praticar a inclusão? Em primeiro lugar não pensar, não refletir e não conhecer nada sobre o assunto. Em segundo lugar, achar que isso é assunto só para PcD (Pessoas com deficiência). Em terceiro lugar, não sentir-se parte de um processo que é para TODA a sociedade, em todas as esferas – lazer, cultura, moda, educação, saúde,trabalho, TV, Internet…

Quero discorrer neste segundo post de “Moda Inclusiva” sobre este terceiro pensamento reflexivo: “O que nos impede de viver a Inclusão?” Em primeiro lugar quero deixar claro mais uma vez que não sou uma especialista graduada em acessibilidade e inclusão… Mas,  por um encontro maravilhoso neste rico mundo virtual com duas pessoas muito especiais – Paulo Romeu do Blog da Audiodescrição e a Socióloga Marta Gil,  a inclusão social – principalmente na área de moda, passou a fazer parte de mim… Acho importante e gratificante demais poder disponibilizar espaço em nossas mídias compartilhando este conhecimento, essa necessidade e esse direito que todo ser humano tem: acessibilidade e inclusão.

Acessibilidade é um direito de todos e não um privilégio. Segundo o dicionário, é um substantivo que denota a qualidade de ser acessível. Mas, quando falamos em acessibilidade em contato  e ouvindo PcD, percebemos a amplitude do assunto. De acordo com a Campanha Acesso de Humor (veja selo “Incluvírus” em nossos blogs, clicando nele você chega ao material esclarecedor do Planeta Educação), “A acessibilidade é muito mais que uma rampa ou uma guia de calçada rebaixada. Ela deveria estar presente nas comunicações, TV, educação, trabalho, lazer e cultura. É ela que permite desfrutar, com autonomia, facilidade e dignidade, dos produtos e serviços que a sociedade oferece, em todas as áreas.”

Acessibilidade para quem? É bom andar em uma cidade com buracos? É confortável e seguro subir em ônibus com degraus altíssimos, com bolsas de compra ou carrinhos de bebê? Idosos que se deparam com a insegurança de escadas ou degraus irregulares, sem rampas para chegar ao seu destino? Elevadores com portas apertadas onde é impossível circular com um carrinho de bebê? Pisos que ofereçam riscos para crianças e gestantes? Você já ouviu falar de senhoras que prendem seus saltos altos e finos em escadas rolantes ou pisos irregulares e brigam por reparos junto aos empreendimentos que “causaram” o transtorno? Pois é… Estamos falando de pessoas que não usam cadeiras de rodas, que não são cegas… Pessoas que precisam de uma cidade que ofereça qualidade de vida. Chegamos a conclusão que acessibilidade é bom para TODOS. Para a PcD é um DIREITO (nunca um favor), a única maneira de ter autonomia, dignidade e INCLUSÃO. Promover acessibilidade é gerar oportunidades para que todos tenham condições de explorar os ambientes, serviços, cultura…  Vejam exemplos práticos de não acessibilidade que presenciamos em nosso dia a dia:

Acessibilidade em Moda: Vimos lojas onde é totalmente impossível um cadeirante circular para comprar roupas… São tantas as araras que fica claro que o cadeirante não foi lembrado naquele cenário… Estivemos observando os provadores de todas as lojas que entramos nestes últimos dias e percebemos que cadeirantes não conseguem experimentar roupas nos mesmos – são apertados… Alguns, até para mim foram desconfortáveis! – Estes já são pensamentos de inclusão e acessibilidade, que aos 30 e poucos anos passei a ter… Nunca é tarde, viu??

Acessibilidade em operadora de telefonia: Quando somos “contaminados pelo bichinho da inclusão”, como Paulo Romeu se referiu a este novo olhar, passamos a ficar atentos a tudo… Estava numa operadora trocando meu celular e entrou um rapaz surdo e mudo, comunicando-se pela linguagem de libras. Havia alguém preparado na e-nor-me operadora para atender ao jovem? Não! O rapaz, constrangido, puxou um papel onde certamente estava escrito o que o levara a loja… Mesmo assim as adaptações em seu aparelho não foram feitas por algum motivo. Falando sobre esta experiência com Paulo, do Blog da Audiodescrição, sabiamente ele me devolveu outra forte reflexão: “Lu, imagina esta pessoa chegando ao hospital sem conseguir fazer entender o que sente para obter socorro?”  Você já refletiu sobre essas coisas? Já refletiu de que maneira você, sua mídia, seu trabalho podem ser úteis para falar e praticar acessibilidade e inclusão??

Acessibilidade e Inclusão em Livrarias: Todo final de semana tem café e livraria com minhas filhotas. Amamos ler e todo esse universo que envolve os livros… Estávamos numa grande livraria aqui no RJ quando minha filha achou um livro escrito e braille. Ela já sabia do que se tratava porque sempre falamos sobre diversidade e inclusão com elas (dentro da linguagem acessível para suas idades). Achamos muito, mas muito importante estar abertos para a diversidade – é inteligente porque estimula a troca e  crescimento! Minha filha, movida pela curiosidade, procurou outros livros escritos em braille. Não achou! Procurou a atendente e perguntou onde poderia achar os outros. Para sua surpresa, aos sete anos de idade, descobriu que em uma livraria enorme, só havia um livro escrito em braille. Questionou a vendedora, que respondeu: “mas você não precisa deste tipo de livros” [Ui! Doloroso]. Minha filha respondeu: ” Mas tem crianças que precisam… Elas nem dever estar aqui porque já sabem que não tem livros pra elas…” E, seguiu para casa nos questionando “Como vão fazer as crianças que precisam ler com os dedinhos mãe, com um livro só??”

Para que haja a Inclusão, é necessário que a diversidade seja respeita, proporcionando a TODOS o direito de conviver no mesmo espaço, com dignidade e autonomia. Mario Gallo conseguiu vencer os “bloqueios fashions” [inclusive a ditadura da estética] e exercer seu ofício em condições de igualdade com os demais modelos que desfilaram para a marca Starstyling na semana da moda em Berlim. Para isso houve de um lado a força de Mário em não se fechar nas suas dificuldades, de outro, a atitude da grife em praticar a INCLUSÃO e, assim, esta palavra saiu dos textos e foi praticada em sua essência, gerando essa imagem linda que temos no início do post.

Para finalizar este segundo post, deixo claro que ainda tenho muito a aprender e, além dos contatos já mencionados neste post, estaremos também em contato com o CVI – Rio objetivando usar nossos blogs de uma maneira bem efetiva abordando com clareza a Moda Inclusiva de maneira real, leve e prática. O Centro de Vida independente tem por objetivo contribuir para a formação de uma sociedade inclusiva.

Visite alguns sites que podem proporcionar esclarecimentos, experiências e um novo olhar sobre Acessibilidade e Inclusão:

Centro de Vida Independente:

http://www.cvi-rio.org.br/novo/

Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas:

http://www.amankay.org.br/home/index.php

Site Bengala Legal (textos maravilhosos!!)

http://www.bengalalegal.com/

Blog da Audiodescrição (Registros, informações depoimentos sobre a luta pelo acesso pleno a cultura em cinemas, TV e teatro):

http://www.blogdaaudiodescricao.blogspot.com/

Que a imagem no início do post possa fazer você refletir sobre o tema Moda Inclusiva e Inclusão como um todo! Você é parte desse processo… Eu sou parte desse processo!

Foto: Site Uol e Fonte de Pesquisa: Acessibilidade e Inclusão – Planeta Educação

Post by Lu Jordão

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