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Decoração com tecidos sustentáveis – o novo luxo.

 

Deryn Relph é uma designer têxtil, com  amor à padrões de cor e textura e que acima de tudo, pensa criativamente sobre o uso de tecidos que ela mesma projeta e constrói.

A designer afirma: ” A versatilidade é algo que eu acredito ser importante, e estou interessada em pensar “fora da caixa” e assumir todos os desafios para que o meu trabalho têxtil seja a chave!  Questões que afetam o ambiente e design sustentável trato com o lema “Reduzir, Reutilizar, Reciclar” durante todo o processo, com o uso de capacidade técnica para auxiliar nas cores e  soluções.”

Deryn dedica-se muitas vezes a “re-inventar” mobiliários descartados, tornando-os desejáveis ​​em uma casa contemporânea. Escolhas atentas na seleção de fibras e fios que vêm predominantemente de estoques excedentes de fábrica.

Ela ainda afirma em seu site:  “A inspiração para o meu trabalho muitas vezes vem a partir de aspectos da natureza, particularmente estruturas, ou imagens científicas. Nostalgia e busca de uma resposta emocional para envolver o usuário com um objeto e desempenhar um papel – se algo nos faz feliz, ou nós amamos as memórias que ela traz, acredito que vamos valorizá-lo por mais tempo ao invés de enviá-lo para o aterro.   Retro influências são muitas vezes evidentes em meus projetos, inspirado em minhas memórias de infância e tempos felizes.

Preciso dizer que amei a dose de cor o e conceito consciente e emocional que permeiam todo o trabalho de Deryn? Paixão à primeira vista pelas cores e texturas que esta mulher consegue…

 

Harmonia nas cores, objetos e um design tão bem exercido que quebra todos os paradigmas sobre reutilização ou reciclagem…
Um show de formas e cores nas luminárias…
Sim! São tecidos recriados a partir de sobras têxteis… Luxo!
Apaixonou-se como eu me apaixonei? Saiba mais sobre Deryn Relph .
Por Lu Jordão
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Arte por toda parte – Batukenjé Inclusivo

Quando dizemos “arte por toda parte”, não estamos usando apenas um título bonito… O trabalho de resgate do Grupo Cultural Batukenjé toma novos rumos e cada vez mais arrojados em sua missão de inclusão social. O Projeto Kombo Arte Afro Brasileiro é mais uma ferramenta de alcance, que usa a música como resgate cultural e social. Desta vez, as crianças de famílias que vivem do trabalho no Lixão da Estrutural (DF) são o alvo do grupo.

Isso mesmo! O lixão que está em evidência no horário nobre através de uma novela que, diga-se de passagem, retrata bem de longe a realidade do local. O lixão da vida real é a Vila Estrutural, considerada uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, que na década de 60 foi destinada para depósito de lixo. Em pouco tempo surgiram os primeiros barracos dos catadores, hoje conhecido como “Lixão da Estrutural”. Neste local as ruas são estreitas e sem pavimentação. Existe apenas uma escola de nível fundamental e um posto de saúde para atender uma população de mais de 35 mil moradores. Não há corpo de bombeiros para conter incêndios comuns em regiões assim. Crianças que certamente teriam pouca ou nenhuma possibilidade de acesso a música, a arte e a cultura, recebem duas vezes por semana o Grupo Cultural Batukenjé com oficinas que possibilitam uma melhor qualidade de vida e educação ao oferecer música, dança e confecção de instrumentos musicais (com reciclagem), o que certamente será base para auto estima e novas possibilidades de sonhos e projetos de vida para estas crianças.

A imagem registra o objetivo do projeto sendo atingido: crianças e adolescentes sendo acolhidos pelas oficinas ao invés de acompanhar seus pais no trabalho do lixão. Através da música, da dança e das oficinas de artesanato com reciclagem de materiais, são trabalhados diversos aspectos destas crianças e adolescentes: conhecimento de seu próprio corpo, troca de experiências e integração ao grupo e consequentemente integração à sociedade, permitido que se reconheçam como parte de um todo, estimulando identidade social, cidadania e sociabilização, além de estimular aptidões que os permitam vislumbrar um futuro fora do lixão. Ampliar as perspectivas de um grupo é estimular a inclusão. Só quando novos caminhos e possibilidades são apresentadas podemos escrever novas histórias de vida, evitar repetições, preconceito e limitações.

E a arte é uma linguagem forte, ampla, que pode penetrar em qualquer lugar. Para a arte não existe cor, credo, classe social ou limitação.

 E sabe o que é mais bacana? Se você quiser, pode fazer parte disso. Tornar-se um parceiro deste Projeto que oferece oportunidades e inclusão.  Não podemos ir ao lixão. Talvez nem pensemos nesta realidade que está tão distante de nós. Mas podemos sim nos fazer presentes de diversas formas. Esta matéria é uma delas – falar de um tema que normalmente não aparecem em blogs de moda ou arte – lixão, inclusão, outras realidades. Para saber como você, Pessoa Física ou Jurídica, pode apoiar o Projeto Kombo Arte Afro Brasileiro, segue abaixo o contato do Grupo Cultural Batukenjé:

Facebook do Meste Celin (Coordenador do Projeto, regulamentado e inscrito na Ordem dos Músicos e como Agente Cultural)

Site do Batukenjé

 “Não existe meio mais seguro para fugir do mundo do que a arte, e não há forma mais segura de se unir a ele do que a arte.” (Johann Goethe) – Então, o olhar atento do menino sedento determina: uma nova história está nascendo! Uma conexão com um mundo antes desconhecido… Revelado pela arte do Batukenjé.

Para o Batukenjé, inclusão é muito mais que um texto… É uma realidade! A música que permite a todos falarem uma só linguagem – A da Igualdade,  da Liberdade.

Faça uma visita ao Lixão da Estrutural  com o Batukenjé no vídeo abaixo.

Ajude a divulgar o Projeto clicando nas redes sociais. Colabore com a inclusão. Sempre podemos nos fazer presentes de alguma maneira. Escolha a sua! Temos falado em processos sustentáveis. Entendemos este trabalho como parte disso. Sem inclusão é impossível falar em processos sustentáveis.

Batukenjé já é nosso parceiro e conheça mais de seus trabalhos nestas outras matérias: Aqui e Aqui .

Fotos: Todas do Batukenjé, autorizadas para reprodução.

Texto: Lu Jordão

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Eco Moda – Exemplo de quem sabe fazer…

E quem ainda associa a Eco Moda à algo sem estilo, sem design, de qualidade duvidosa ou pouco “fashion”, é porque não conhece o trabalho de  John Patrick, criador da ORGANIC , definida por ele assim:  “É uma linha de roupas que nasceu de uma valorização e respeito pela natureza, uma preocupação com o mundo em que vivemos e um desejo de retribuir à comunidade“.

Curti demais as peças da Organic, a fotografia das coleções, a qualidade aplicada em tudo! Fica a inspiração para todos nós…

Para quem quiser acompanhar mais informações sobre a Organic e ver suas peças em vários editoriais de moda, basta  curtir aqui no Facebook da marca.

Por Lu Jordão

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Arquivado em Moda

Segunda de galochas…

E, depois de uma semana de sol, muita música e agitação na cidade maravilhosa, amanhecemos com uma segunda chuvosa, fria e, infelizmente, com muito lixo espalhado pelas ruas… As pessoas ainda não sabem cuidar de seu lixo! Lamentável que os grandes eventos sejam seguidos ainda por esse desrespeito com a cidade e principalmente com o meio ambiente.

Mas, para não perder a oportunidade de postar imagens inspiradoras, que tal aproveitar essa segunda-feria chuvosa para tirar as galochas do armário? E olha que elas não precisam ser usadas só nos pés…. Inspire-se!

Uma boa semana para todos!

Por Lu Jordão

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SPFW – Arte Tribal Indígena por Tufi Duek – Reciclagem e Arte!

É isso mesmo! A arte indígena foi a inspiração para a coleção de Tufi Duek na temporada de moda em São Paulo. Materiais 100% naturais, plástico reciclado numa deliciosa tecelagem tecnológica, látex e paetês em cores inusitadas – preto, branco, laranja, limão e urucum, trouxeram uma tribo fashion que chama para pensar em uma moda com bases mais conscientes.
(para ampliar, clique nas fotos!)
O  mood étnico provou como fazer uma moda com matéria prima natural sem cair no óbvio ou artesanal sem estilo e design… A coleção surpreendeu em formas, texturas e cores, servindo de inspiração para aqueles que querem se dedicar a uma moda ética além da estética. Curtimos demais o desfile de Tufi Duek, sob a direção de estilo de  Eduardo Pombal e Styling de Flavia Lafer.
Por Lu Jordão

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Simples Assim…

Certa manhã saía de casa para o Ateliê… Olhei a cúpula branca do pequeno abajur. Naquela dia achei-a pálida e, até mesmo encardidinha…

Pro lixo! Brincadeira de mal gosto…

Aqui nada se perde… Tudo se renova!

Desmontei o pequeno abajur. Ele seria minha “vítima” do dia no ateliê.

Nada de sobrenatural ou muito elaborado – um pedaço pequeno de tecido delicado, carinha vintage, resíduo do tecido aplicado na criação de nosso biombo sustentável, cola branca e fita pompom em algodão vermelho para finalizar com um ar vintage que tanto amo!

Um pequeno carinho que só o artesanal pode dar, trazendo um toque de cor e pessoalidade a um objeto, por mais simples que este seja.

A vítima cúpula já na bancada de trabalho, com o tecido escolhido para tirar a palidez que incomodou naquela manhã…

E o tecido trouxe a cor que alegraria um cantinho da sala… E, sem comprar um novo abajur!

E não é que o cantinho ficou inspirador com o abajur renovado?! Pela manhã eu tinha uma peça pálida e, à noite ela estava renovada, colorida, alegre…

Por Lu Jordão

Fotos: Lu Jordão para Duas Moda e Arte

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Inspiração do Dia: OTRA

Acessórios são minha paixão! Quando unem arte, moda descolada e sustentabilidade acredito que a moda cumpre seu papel – atende aos propósitos da estética e do mercado fashion, com criatividade e, em harmonia com o meio ambiente.

Em nossas andanças pelo mundo virtual, chegamos a grife Canadense OTRA, com um linha de jóias feitas de pneus reciclados. O site da marca explica sua filosofia criativa assim: “A OTRA nasceu com desejo de criar a partir de materiais reciclados. A borracha é um verdadeiro desafio da indústria hoje. Na verdade os produtos de borracha são difíceis de reciclar, pois podemos transformá-los por aquecimento ou compactá-los. Na maioria das vezes os pneus acabam em aterros sanitários. A única reciclagem de borracha válida hoje em dia é mecanicamente quebrar o material, e reintegrá-lo em outros processos de fabricação. As aplicações mais comuns são as decorrentes do alcatrão, que é usado para revestimentos de piso de borracha para os esportes, colchões.”

O site também explica como se dá o processo criativo: “Nós coletamos os tubos nas lojas de reparação de bicicletas. Depois de limpos, cortamos tiras de larguras diferentes, utilizando uma ferramenta que criamos para este fim. Esses fios da borracha tornaram-se nossa matéria-prima e estão na raiz de todos os nossos projetos de jóias. Com essas tiras oferecemos formas de alta capacidade e padrões. Em nosso trabalho, mantemos o produto em seu estado bruto, sem lançar mão  dos produtos de borracha tais como solventes, tintas ou cola. Todas as jóias são montados com pinos e cabos de aço.”

Um processo correto do inclusive na execução do projeto. O resultado? Confira você mesmo…

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Aqui no Brasil, nos enche de orgulho a Grife Renata Campos, que transforma o peso do pneu em bolsas e acessórios luxuosos… O novo luxo! O novo couro! Veja aqui.

Por Lu Jordão

Fotos: site da OTRA

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